Em busca sempre de solucionar os problemas dos nossos leitores, nós recebemos uma denúncia pelo Twitter após o post em que concessionárias Fiat estariam vendendo carros avariados pela chuva de granizo em Belo Horizonte.
A denúncia é de Ricardo Macari, do podcast Codigo Livre, dizendo que uma concessionária Opera Peugeot vendeu-lhe um carro com PT. Procuramos saber mais sobre isso pois se trata de um caso grave, então ele nos encaminhou um e-mail, o mesmo que fez para o Reclame Aqui.
“Compramos no mês passado na Ópera Peugeot de São José dos Pinhais um veículo usado Ford Focus automático 2004 com garantia de ser um veículo revisado e sem sinistros.
Nossa surpresa foi que ao tentar efetuar o seguro do carro, o mesmo foi negado tendo em vista que no cadastro da Porto Seguro consta que o veículo tinha sido sinistrado e teve perda total devido colizão frontal.
Além disso, o veículo nos foi entregue somente parcialmente revisado. Foram feitos alguns reparos e outros simplesmente não foram feitos, como a troca de óleo, que já estava vencida há 10.000 km.
Após muita dor de cabeça, discussão e bateria de testes para veículos batidos, a seguradora concordou em efetuar o seguro desde que houvesse uma redução do valor do bem pela tabela FIPE. Ou seja, em caso de perda total, a indenização seria de 78% da tabela.
Em contato com a Ópera, nos foi garantido um ressarcimento do valor da negociação, até um limite de R$2.000,00, tendo em vista esta informação de que o veículo tinha sido sinistrado, sendo alegado por eles que não haveria registro disso nos documentos.
Nosso corretor intercedeu junto à seguradora e conseguiu melhorar a alíquota da indenização para 88% da tabela, não sem a devida contraprestação monetária.
Agora a Ópera que no início tinha sido super solícita para nos atender continua nos enrolando, dizendo que não vão mais nos indenizar tendo em vista que o valor negociado já era menor do que 88% do valor do veículo na tabela FIPE.
É de conhecimento geral que o valor de venda dos veículos usados hoje em dia está abaixo do valor da Tabela FIPE, tendo em vista a redução do imposto dos carros novos.
O fato de termos conseguido uma boa negociação no valor do bem não muda o fato de que essa negociação foi feita com base em um veículo não sinistrado, ou seja, não corresponde a realidade.
Um carro batido vale pelo menos 30% menos que um carro não batido. Essa alegação da Ópera de que o valor pago pelo bem já era inferior ao preço da tabela não muda este fato.
A negociação foi feita com base num veículo não sinistrado, tendo em vista que isso não corresponde à realidade, o valor da negociação deve ser reduzido.
Confiamos na empresa que nos garantiu que o carro tinha procedência e não havia registros de sinistros e nos sentimos enganados. Meu marido mesmo já se sentiu ultrajado pelo tratamento dado pelo gerente do setor de usados da Ópera que insinuou que ele estava mentindo e mesmo querendo tirar proveito da situação.
Já nos desgastamos e estamos aguardando solução para esse impasse há quase um mês e nada.
Como update, estamos tentando desde então a devolução do carro, opção dada por eles como a preferencial, mas agora estão se negando a aceitar o carro de volta, devido a existir uma taxa de mais mil reais que devemos pagar, outro absurdo.”
Como foi mesmo descrito, é um absurdo o que as concessionárias fazem com os consumidores, principalmente essa, que arrisca manchar seu nome vendendo carro com PT.
Nós enviamos um e-mail pedindo explicações e soluções para a Peugeot e pra própria concessionária.
Estamos aguardando respostas….











É extremamente absurdo essa situação, o mesmo aconteceu com um cidadão do Sul, que deixou seu Peugeot 307 para revisão e o mesmo amanheceu nas proximidades de um rio devido a uma enchente que a região sofre. A ” pilantragem” não quiz pagar outro veículo, e o caso está na justiça. Este país está virando, ou “virou” um estado sei leis, e nós somos culpados disto. Se amanhã, as pessoas que desejam a compra de um veículo não opitarem para compra ou troca, tenho a certeza que a economia irá sofrer, faremos com que os preços abaixem e nossos direitos se tornem “funcionais”…….
Descordo totalmente do amigo Samuel, não vivemos num país sem leis. Muito pelo contrário, em casos com esse o Poder Judiciário é atuante, bastando o seu acionamento para resolver tal empasse.
A empresa agiu de má-fé ao induzir em erro o comprador, caracterizando, também, vício de vontade, pois não havia informação do carro ser batido, gerando nulidade do contrato.
Creio que nosso amigo que foi enganado pela concessionária, acione o Poder Judiciário, pois trata-se de causa ganha, basta consultar algum Advogado.
Abraços.
Demorou pra devolver essa bomba!
Um absurdo! Esta concessionária além de perder a concessão da Peugeot, tem que pagar uma indenização por danos morais.